Em média, mentimos uma vez a cada dez minutos de conversa

Na maior parte dos casos, as pessoas admitem que mentir é um ato desonesto, pois leva ao engano e é considerado uma forma de traição. Porém, segundo um estudo da Universidade de Massachusetts, mentimos, em média, uma vez a cada dez minutos de conversa.
"Essa estatística é surpreendente, quase inacreditável", escreve o criminologista David Craig em "Como Identificar um Mentiroso". "Isso é compreensível, considerando-se que uma das maiores ofensas que existem é ser chamado de mentiroso".

A pesquisa, realizada por Robert Feldman, é o meio-termo entre levantamentos desse gênero. O mais baixo, determinou que as pessoas mentiam duas vezes ao dia. Outro, com índice mais alto, mostrava que a frequência de mentiras seria de três inverdades a cada dez minutos de conversa.

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Entretanto, Craig lembra que nem toda a mentira é nociva. "Um amigo ou colega esteve muito doente e você fica impressionado ao ver o quanto ele está magro. Apesar disso, sente que ele precisa de umas palavras de ânimo e mente."
Para o autor, a detecção da mentira não precisa ser uma prática "sinistra", usada para encontrar assassinos e ladrões. Existem alguns benefícios em evitar o engodo, principalmente quando afeta negócios, entrevistas de emprego e relacionamentos amorosos.
Quando decidiu escrever "Como Identificar um Mentiroso", Craig procurava um manual que fosse didático e prático, com dicas para questões cotidianas. O livro descreve, inclusive, as contramedidas que um mentiroso usa ao ser pego.
Com mais de 20 anos de experiência em criminologia e detecção de fraudes, David Craig é doutor em direito e trabalhou para os governos dos Estados Unidos, do Canadá, do Reino Unido e da Holanda.
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